Exigem-me, sobretudo as amigas de longa data, que partilhe com elas as vantagens e desvantagens do casamento, e pedem-me de uma forma tão deslumbrada, como se eu fosse assim de repente, uma “role model” da minha geração e que fugindo à logica dos comportamentos bem aceites, possa traçar uma constituinte de novos perceitos para as pós pitas hahaha.
O acto que parece ser assim tão revolucionário e inesperado, é um mero bocejo: casei-me porque me apaixonei… sendo cartesiana: se me apaixono, logo me caso e um provável silogismo neo-aristotélico hahaha: se a paixão leva ao casamento, o mais provável é que todos os apaixonados se casem. (n liguem que a minha reflexão já está em pleno delírio) :D
Dizem que pressentimos que queremos casar com os nossos namorados, durante as refeições, sobretudo ao pequeno almoço. Com o Ike ao 3º pequeno almoço eu já estava plenamente convencida hahaha. É uma teoria ancestral minha hahaha, de que o comportamento à mesa projecta-se no corportamento em sociedade. Não tem nada a ver com classismos nem com o conhecimento dos rituais burgueses das boas maneiras, mas sim apenas com a comunicação física à mesa.
Explicando melhor: o interesse dos temas de conversação, a partilha indulgente da informação, a fluidez da inteligencia entre os dois, a forma como se olha, como se passa os croixants e se pede o café, enfim é toda uma aprendizagem subtil das regras de um jogo, antes de se iniciar a jogá-lo em parceria. E é muito divertido :D
Este assunto dá pano prá mangas, por isso... to be continued xD
"Love song" dos Cure foi o tema que o Ike me cantou antes de partimos o bolo, e chorei tanto ai ai :D
Sem comentários:
Enviar um comentário