quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Living In America

Quando se vive na Europa, a impressão que se tem dos Estados Unidos, é a de que na Europa estamos imensamente à frente nos mais variados parâmetros  e por isso mesmo somos observados, pelos americanos que pouco viagem, como autênticos extra-terrestres. Normalmente pensam que nos comportamos todos como os franceses dos filmes da "nouvelle vague". E Lisboa? Pois provavelmente é um cidadezinha ensolarada da Riviera Francesa. 

Pois, um mês após gozarmos a experiencia da vida universitária nos states, a percepção é a de que ainda continuamos muito à frente… perdão, ainda mais à frente hahaha,  mas… e existe sempre este delicioso "mas",  eles, os americanos e o seu "way of life", "melting pot" e todas estas metáforas… “estão lá”, nós somos "mais à frente" e eles "estão lá"; quer dizer: quando nos encaixamos na sua rotina quotidiana, reparamos que eles vivem dentro de uma ideia, de que a felicidade é algo que se deve adquirir já, agora ou agorinha mesmo. A vida é feita para ser divertida e… como reflectia um dia destes o meu sábio, introspectivo e muito tímido marido hahaha… este país é desenhado nos seus múltiplos aspectos, para pessoas divertidas e extrovertidas. 

Um exemplo a que o meu marido assistiu impávido e chocado: eu chego à piscina da universidade para mais uma jornada de treino na equipa de natação e às tantas, o sistema de som da piscina é invadido pela música “macho man” dos Village People, e desde as minhas colegas, os treinadores e funcionários, todos abandonam o que estão a fazer, e começam a dançar eufóricos, sincronizados numa coreografia muito divertida, eu que já passara várias vezes por esse “flash mob”, integro-me e enlouqueço dentro daquela coreografia. O meu marido bloqueia completamente, diante da súbita transformação da minha personalidade hahaha



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